swinging london*
assim era conhecida londres na década de 60 qdo os beatles embalavam a galera e meninas descoladas e psicoldélicas desfilavam pela carnaby street com a sua mais ousada e recém invenção: a minissaia. mas nos anos 80 a balada ja era outra. descolados brasileiros vestidos de preto migravam aos bandos para a capital do modernismo dark-punk- gótico. foi aí q nossa protagonista, a força da natureza, escolheu morar para aprimorar seus talentos nas artes visuais. ela transitava pelas ruas escuras e cheias de fog com seu casacão preto cheia de atitude. mas entre um filme cabeça, uma balada animada e um livro do oscar wilde o q tocava mesmo naquele coraçãozinho era o tequilla boy. tequilla boy: o rapaz da tequila do boteco mexicano q arravasava os corações de 5 entre dez meninas. ela comparecia semanalmente ao local e secretamente desejava o rapaz ardentemente. vibrando de modernidade e desejo ela lançava olhares insinuantes, mas o tequilla boy estava sempre mto ocupado. sempre divido entre a tequilla e as chicas. o tempo passou e londres ficou para trás. se bem que londres nunca fica para trás. comprometida com a eterna modernidade qdo o tequilla boy se foi e nossa heroína tb a cidade já era o berço da música eletrônica. de swinging london, passando pela capital do punk, londres continuava entorpecida. de tanto ácido, cocaína e haxixe ela estava fadada a chapar nos anos 90 na droga sintética. a heroína up-to-date desenbarcou nos trópicos viajando no trip hop, no trance, e em tudo que garantia um transe hipnótico e alienado. e foi movida e intoxicada pela batida sem melodia do raiar dos anos 90 que ela cruzou com o tequilla boy. mas desta vez em terras brasilianis. a força da natureza moderna enfim deu de cara com o sex bomb que ela conheceu na enfumaçada londres. e nesse encontro o destino revelou sua mais insuspeitada articulação. o tequilla boy era na realidade de fortaleza. um nordestino convertido a sex bomb que encontrou o seu nicho de mercado em londres se passando por latino. assim como cantava london london do caetano: i just happen to be here and it's ok.
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em 1966 a revista americana time definiu londres como "swinging", que então queria dizer bacana, moderna, hip, cool, e por aí vai... não tinha nada a ver com o sentido _ a modalidade sexual _ que a palavra adquiriu nas décadas seguintes, embora a modalidade já fosse bastante praticada nos anos 60.