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Quinta-feira, Outubro 06, 2005

 
sem palavras
eu não sei o que dizer. atendi o celular e ele disparou esta frase. e eu entendi ele bem. o que dizer qdo um amigo perde alguém mto querido? dá pra recorrer aos chavões clássicos: meus pêsames, meus sentimentos... mas parece tão impessoal. na realidade entendi bem o meu amigo. não há o que dizer. o q importou mesmo naquele momento foi o gesto, a comunicação sem palavras dos sentimentos dele. durante estas semanas recebi gestos como este de várias formas. a tecnologia de fato aproxima as pessoas_até a angela comentou no bluebus sobre a presença da era digital... o celular e as msgs sms foram indispensáveis na última semana que passei com meu irmão no hospital. foram um oásis de solidariedade, apoio e até de humor. depois vieram os emails, as notas na internet, os telefonemas convencionais e as msgs via orkut e no blog. isso mais aquele abraço apertado, ou aquele olhar quase embaraçado que à distância diz tudo. aprendi um monte sobre humanidade, humildade e solidariedade com tudo isso. aprendi um monte sobre o silêncio que diz tudo. aprendi um monte com gente que conheço pouco ou nunca vi e que me deixou um recado no blog. dá um aumento de esperança nessa hora. fiquei carregado de esperança. assisti momentos inesquecíveis. não só pela maneira como o meu irmão e a angela conduziram tudo, mas tb pelas manifestacões expontâneas de afeto das pessoas. num quero deixar ninguém de fora, mas tenho que agradecer pelas palavras de conforto no hospital de gente como o sergio e o calado. pelos meus amigos tony, bia e eitan que ficaram até o último momento. pelo telefonema da mariana ferrari que estava conectada comigo de alguma forma, pela valladares que teve que enfrentar a sua própria dor para estar lá. tenho q agradecer a marcela que se comoveu todo o tempo comigo, pelo olhar e ouvido da carmela. pela presença da cookie mesmo na ausência _ e suas emissárias kiki e carol. pelo humor do casso. pela presença eficiente da célia. pelo abraço do eder, o irmão que eu nem lembrava que tinha. num dá pra dizer o nome de todo mundo, tô escrevendo agora e as cenas vão pipocando enquanto eu controlo a emoção. teve mta gente que deu um abraço, um olhar e estava lá, mesmo sem presença e palavras. e, embora possa não parecer lendo este texto cheio de letrinhas, todos me deixaram sem palavras.
 

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