wondermarx

 
             

   
 
 

Domingo, Agosto 08, 2004

 
eu conheço carrie bradshaw
não a própria, personagem principal de sexo e a cidade. mas conheço um apanhado de mulheres q tem as mesmas características. e provavelmente questões parecidas. tenho uma amiga q tem um quarto de sapatos, todos dispostos lado a lado ocupando todo o chão do quarto. outra se veste de maneira tão estravagante q por vezes dá pra ficar em dúvida se ela está ou não indo a uma festa temática. e tem tb samantha, charlotte e aquela q a cinthia nixon interpreta e eu sempre esqueço o nome. conheço todas elas numa mulher só ou divididas em partes. mas será q todas estão mesmo é procurando pela mesma coisa? numa cidade como são paulo q tenta ardorosamente parecer com ny fica difícil saber até onde o personagem não é só uma vontade de ser uma outra coisa diferente da que se é. as vezes parece q nós paulistanos procuramos parecer com os personagens dos seriados americanos assim como os personagens dos seriados americanos querem se parecer com um determinado grupo de novaiorquinos. no final o que é mesmo de verdade? tirando as roupas glamurosas e o imaginário espetacular de hollywood o q sobra é mais ou menos a mesma coisa seja em bangladesh, curitiba ou dubai? é provável q não. estas mulheres são exemplares de uma espécie urbana que vive no final do século 20. sobreviventes de todos os movimentos de contra cultura, da explosão tecnológica e do feminismo elas acharam um universo próprio, ainda q na maior parte do tempo sintam-se intimamente inadequadas, e continuam a busca por um parceiro. a maioria das minhas amigas carrie bradshaw tb gostariam de encontrar um relacionamento q desse certo com um homem contemporâneo e viril. entretanto esse homem nesse começo do século 21 é gay. talvez seja por isso q vemos seriados de mulheres modernas tentando conciliar sexo, profissão e relacionamento enquanto desesperadamente procuram entender os homens. ao mesmo tempo em q vemos outros seriados onde homens gays procuram ensinar mulheres a seduzirem homens e a estes como se comportarem. certamente parecia bem mais simples aquele tempo em q eram os homens q não entendiam as mulheres.
 

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