wondermarx

 
             

   
 
 

Sexta-feira, Abril 02, 2004

 

wondermarx - 7:39 PM

fala aí:

Quinta-feira, Abril 01, 2004

 


semana passada uma amiga me ligou convidando para jantar no restaurante de uma outra amiga em comum.só que o jantar era com o roman polanski. sim, roman polanski, o diretor premiado de "o pianista" e famoso pelo caso de assédio sexual infantil na década de 70. no caminho do tal jantar fui pensando em como essa cidade e essa vida "cosmopolita" proporcionam estas situações em que vc se vê de espectador mto próximo da vida de um famoso. como uma amiga diz: essa vida "pá-pá-pá " ( acompanha a frase com um gesto amplo com os braços e as mãos). na mesma semana vivi outra situação totalmente quasi-famoso. enfiado num secador do salão (sim, existe situação mais constragendora??) fui abordado pela atriz flávia alessandra que há mtos anos atrás estrelou uma campanha q criei para uma marca de cosméticos. ali, preso e flagrado na situação mais emasculante de todas vi a cabeça dela surgir de fora do secador e feliz me cumprimentar. nem consegui ouvir o q ela dizia ( em parte por causa da porra do secador) enquanto envergonhado eu enrubescia e tentava parecer normal (como?). para a galera em volta eu estava vivendo um momento totalmente fama ( o substantivo e a revista). pra mim, sinceramente foi infernal. ninguém merece...
mas quasi-famoso mesmo é um amigo meu q íntimo do zeca camargo desde a adolecência ( e dos tempos em q o zeca era um quasi-famoso da folha) foi convidado para o jantar de aniversário dele (ele e mais 19 felizardos) a se realizar em buenos aires. jantar e viagem tudo pago! este sim de boca cheia pode se chamar de um almost famous.
eu , como todo mundo, continuo feito a darlene vagando pelo andaraí a espera de uma oportunidade de ser catapultado para a capa da revista fama.
* a propósito do jantar com o polanski: ele estava lá, do outro lado, pequeno e sentadinho com um grupo de amigos. eu e minha amiga ,na outra ponta, suspeitando q ele nem tenha notado a nossa existência fizemos o possível para ignorar a dele tb.
wondermarx - 5:07 PM

fala aí:

Terça-feira, Março 30, 2004

 
e x t r a
* lula revela em pronunciamento que não é deus *
wondermarx - 10:42 AM

fala aí:

Segunda-feira, Março 29, 2004

 

num desses finais de semana na praia com a família (choveu...choveu...) meu irmão mais velho (sempre o mais velho...) disparou uma saraivada de gozações por conta de algumas mancadas minhas. eu respondi de volta, amargo : "é, eu sou mesmo um homem sem qualidades". achei q referência culta ao livro de robert musil cairia bem e ainda por cima daria uma esnobada.
o fato é que embora eu tenha comprado e saiba do q se trata o livro , o declínio da áustria imperial sob a ótica de Ulrich, o homem a quem o título se refere( sentiu o drama?),este repousa plácido na estante desde então. 2 mil páginas desafiando a minha paciência. até agora a paciência perdeu feio para a preguiça.
o q me intrigou sempre na realidade foi o título, e suspeito q o livro não supere o título. é claro q mto me envergonha esta suspeita, mas aki decidi ser sincero.
enfim, posto este prólogo, sempre achei q eu de fato careço de um punhado de qualidades. uma delas é a desenvoltura social em certos círculos. leia-se profissional. aqui vai:
mtas vezes fico nervoso socialmente. encontro com as pessoas e me dá um branco. invariavelmente esqueço o nome das pessoas exatamente no momento de cumprimenta-las. em outros casos esqueço até o nome de gente próxima. funciona assim: estou com um amigo e cruzo alguém q num é tão íntimo. travo para lembrar o nome da pessoa e de tão constragido acabo esquecendo o de quem me acompanha. mas isso num é o pior. ruim mesmo é num saber o q falar e movido por uma vontade de parecer espontâneo acabo inventando algo pretensamente engraçado na hora. as vezes algo pra elogiar ou impressionar. num dá certo. acabo falando uma abobrinha q se num é incompreensível as vezes acaba saindo pela culatra. tipo um elogio q parece uma ironia.
certa vez comentei com um cara simpático e divertido de q ele era o jô soares do meio _ me referia ao fato de ele fumar charutos, ouvir mto jazz e ser mto articulado).ele me olhou furioso e disparou: "_mas eu emagreci bastante!". um inferno! acho q tem horas q a pessoa nem saca, mas pra mim é um pesadelo q dura dias. mas se vc acha q isso é tudo, ainda tem mais: em muitas oportunidades cruzo com alguém q eu num conheço super bem, mas q ao mesmo tempo num é totalmente desconhecido. parto do princípio q num vão lembrar de mim mesmo então num me preocupo mto em cumprimentar. ou pior, fico com medo da pessoa constrangida ter q me cumprimentar sem se lembrar direito d quem eu sou ou qual é o meu nome, então simplesmente evito me aproximar ou mesmo cruzar um olhar. ledo engano: acabo passando por antipático.
a vida social pode ser um trem fantasma assim. imagina aqueles encontros profissionais, tipo coquetel (odeio essa palavra), festivais, premiações...? jesusamado, esses são os piores! um monte de pessoas com suas panelinhas e suas intersecções e seus contatos e seu favoritos e seus desafetos! e eu ali no meio. sem saber exatamente como articular q grupo contém o outro e qual é contido. já entro em pânico. prefiro eleger um amigo e estacionar do lado dele a noite inteira. com sorte rola um papo bom, a gente põe a conversa em dia e eu num preciso interagir com todo mundo. pobre coitado... se vc me encontrar numa dessas situações com cara d perdido e infeliz, aqui vai um conselho: fuja! por outro lado fique tranquilo, logo desanimo, vejo q num sou feito pra isso mesmo e vou embora.
juntando-se a tudo isso q mencionei acima, sou extremamente distraído e míope_ uma vez num teatro dei de cara com o paulo betti e intrigado perguntei: te conheço de algum lugar , não? deixo de notar ou perceber as pessoas pelo simples fato de q não as vejo. num meio altamente político esse comportamento num é mto adequado. por outro lado, se tenho uma qualidade é de que das pessoas q gosto e conheço bem sou eternamente leal. sou capaz de vizualiza-las no escuro, e isso por si só isso já é uma segunda qualidade. de fato, acredito q posso adicionar uma terceira qualidade: reconheço tudo q relatei acima. de fato haveria uma quarta qualidade, a primeira: fui sincero a respeito do q acho do livro de robert musil.
 

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