wondermarx

 
             

   
 
 

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004

 

*ela não podia ficar de fora*
wondermarx - 11:38 PM
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wondermarx - 5:31 PM
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wondermarx - 5:22 PM
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lembra da serena? da da jeannie e da samantha? ambas interpretadas pela mesma protagonista da série, só q de peruca preta e personalidade maquiavélica. pois é, serena pode aparecer na sua vida a qualquer minuto. na forma de vc mesmo, seu melhor amigo... mas na maioria das vezes a serena é você mesmo. vc q vem sabota a sua vida. manja aquele momento bacana, rola uma sintonia, uma tranquilidade e pimba! seu parceiro(a) vira e fala uma palavra qualquer e... sabe -se lá pq começa rolar uma auto sabotagem. pode ser algo no naipe "tá vendo, nunca vai dar certo!" ou ainda, "esse aí vai aprontar". pronto, qualquer um dos pensamentos aciona uma processo de nóia e desassosego que vai minando o seu bem-estar anterior. é a praga da serena q mora dentro de todos nós. serena a sabotadora. se fosse em quadrinhos seria aquele espírito da sisânia do asterix. sujeito infeliz q cada vez q adentrava um recinto ele conseguia instalar ali a desconfiaça e a infelicidade. então, vamos com calma com a serena. procure ficar sereno, mas não serena_tsc,tsc...piadinha idiota.
wondermarx - 4:27 PM
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wondermarx é cabeção
já dizia o flavio q eu não devo pedir desculpas pelo q escrevo. concordo com ele. este é um blog cabeção. tem horas divertidas, comentários ácidos, mas rola um cabecionismo mesmo. meio ficção, meio realidade, mas fazer o q? wondermarx é cabeção. tenho uma amiga q diz q sempre q entramos no carro para ir pra praia acabamos entrando num road movie cabeção. começa aquela conversa de como vai a vida, de como deveria ser e qdo a gente viu já chegou na praia e já vasculhamos as profundezas da existência humana. pessoalmente eu acjo ok. q praia chega logo e a gente desopila a alma. teria mesmo efeito um road trip gozação. mas daí a gente desopila o fígado. o ponto é: desopile! é importante desopilar. desopilar é válido, companheiro. o tony acha q eu me encimesmo mto e q meu blog só fala comigo mesmo. é verdade. tô escrevendo pra mim mesmo. tô desopilando. faça como eu: desopile. mas num acho q é só virado pro meu umbiguinho. é certo q é meu umbiguinho q tá falando. mas deixa ele. até q umas vezes ele acerta.
wondermarx - 2:44 PM
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wondermarx - 10:38 AM

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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004

 

novela mexicana
hj me vi sentado, com a cabeça entre as mãos, pensando desairosamente sobre a vida e sobre os personagens do dia-a-dia. pensei naquele q te inferniza, naquela q vc cruza nem sabe o nome, na géris no paredão, no vizinha q espiona, no mau humor do manobrista, no ubaldo q quer matar o lineu, e no antaggio que não entendeu nada do post anterior pq num vê essa novela. acho q acontece uma mexincanização generalizada. num é só o gilberto braga q aderiu. o universo virou um apanhado de pessoas com nomes compostos q num combinam, de psicóticos q conspiram, e de mim mesmo q boto a cabeça entre as mãos, olho pros pés, apago o cigarro e penso q queria ter um colapso nervoso, entrar em crise existencial e depois viajar_ para reciclar como sugeriu o flavio_ e voltar revigorado e reformado (talvez com lentes de outra cor). e só voltar para o capítulo final, onde toda a verdade será revelada.
wondermarx - 9:21 PM
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quem matou o lineu?
ontem, em capítulo emocionante e decisivo da novela da maria clara intelig diniz, todos saíram para matar o lineu. o coitado do inácio, q nas últimas semanas "matou" o irmão, bateu o carro, entrou em depressão, superou a deprê, voltou a andar e perdeu a virgindade, saiu de todas as cenas furioso com a intervenção do avô na vida sexual dele. saiu batendo em tudo, por causa da raiva ou seria sequela do acidente? enfim, ele saiu pra matar o avô e deixou isso bem claro. até pegou a chave do elevador particular do avô e saiu derrubando tudo e gritando para empregada "estou indo matar meu avô!! preste atenção, sou um suspeito!". ubaldo, o assassino de plantão, foi na festa do espaço fama e foi visto pelo renato canalha mendes. "olha eu aqui, renato! aproveitei q esta cheio de gente aqui e vim matar o lineu, tá!?, gritou ele ao atravessar a rua. renato, q recentemente presenteou o tio com uma arma, correu lá para avisar o lineu: "olha, tio, o ubaldo tb veio te matar." "manda ele esperar a maria clara diniz chegar", avisou lineu. e claro, fernando já está a caminho tb. tomado de raiva pq lineu interfere na vida profissional e pessoal dele. e a irmã má da maria clara diniz? será q ela num vai comparecer. vai sim. estarão todos lá. em fila! "queremos matar o lineu", gritarão em coro. e enquanto isso, pasme, laura lixa as unhas.
wondermarx - 10:48 AM

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Domingo, Fevereiro 15, 2004

 
arrested development
parecia uma brecha no tempo, um lapso, e ele estava preso num universo paralelo fazia anos. era uma realidade alternativa à aquela q ele estava experimentando numa escalada espiral durante vários anos. era como se ele tivesse ido dormir numa vida e acordado em outra. uma outra vida aonde ele podia ainda comtemplar nostalgicamente a anterior. alguns elementos ainda permaneciam, mas as regras eram totalmente outras. qdo ele olhou no calendário e percebeu a data uma idéia lhe ocorreu. e se o significado d tudo isso fosse esse mesmo: dar a volta até o ponto de partida e decifrar o mistério. se ele não decifrasse provavelmente os eventos iam continuar se repetindo indefinidamente. pensou q se tratava de algo como um encanto. tinha q quebrar o encanto. e para isso tinha q decifrar charada. ele ia se agarrar a este pensamento com toda a força. se existia algo a ser compreendido ainda, se restava algum enigma, ele queria entender de uma vez por todas. ainda que fosse uma fração de um enigma q ele iria perseguir por toda a vida. não importava. durante os últimos anos assistiu perplexo a inversão de tudo q conhecia. conheceu uma realidade que estava escondida por trás da realidade que vivera até ali. sentia-se gratificado pela descoberta, mas agora já acreditava que estava pgando um preço alto demais.. achou q tinha aprendido o suficiente para esta etapa. ou pelo menos havia aprendido o que podia. existe um limite quase sutil entre aquilo q podemos aprender e aquilo que conseguimos aprender. difícil compreender além da própria compreensão. não existe consistência para ir além caso não se ande mais um pouco. e era nisso que estava depositando toda a sua fé. precisa andar alguns passos de onde estava pouco mais podia contemplar. queria acordar de novo na vida antiga. mas queria acordar transformado por tudo que experimentou. restava pouco tempo. ele sabia que a coincidência de datas não era precisa. não sabia qdo tudo estaria realinhado como no começo, mas sentiu q estava próximo. tentou registrar tudo q lhe ocorria naqueles momentos cruciais. todas as impressões eram válidas. em algum lugar jazia a revelação, provavelmente em algo mto simples e corriqueiro. já estava exausto de pensar a respeito, mas agora faltava muito pouco. ele se convencia dessa idéia e procurava algum alívio nesse raciocínio. procurava buscar alguma inspiração divina. procurava por de lado sua incredulidade, sua desesperança. talvez se olhasse para o alto veria uma luz. haveria uma intervenção qualquer q traria algum descanso algum alívio. tinha medo de não encontrar nada, de descobrir q na realidade todos estavam nesse desvio e q portanto ele não seria merecedor desse privilégio: encontrar a saída.
agora o dia já estava alto. sabia q faltava pouco. torcia para q fosse no entardecer. torcia para que fosse tranquilo, quieto, sem grandes agitações, sem comoção. somente uma consciência tranquilizadora. algo parecido com o dormir ou de como imaginava a morte. olhou pela janela e contemplou o chão lá embaixo. pensou q gostaria q fosse como uma queda suave. quase como se flutuasse até o chão. queria pousar lentamente. abrir os olhos lentamente, perceber o dia sem esforço. levantar-se e acordar para uma nova percepção de tudo ao seu redor. imaginava q ia ser uma transição silenciosa. sem comemoração. somente acordaria para um novo dia transformado. retomaria de onde partiu, corregiria a rota. olharia em volta e sentiria o acúmulo de informação nova que traria para a vida. entraria na realidade, de um vez por todas abandonando a ficção. imaginou q iria abrir os olhos pensaria: estou aqui. completamente aqui. eu aqui por inteiro.
 

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